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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Historia de horror de Junko Furuta

Avisando que uma história grande e real, não irei postar contos de terror, isso é real, eu que sou acostumado com esse tipo de coisa fiquei chocado com essa história, apenas leia se você tem paciência e não é impressionado.


Este crime tem um alto nível de notoriedade no Japão.

OS Criminosos eram menores de idade na época:


Hiroshi Miyano (Ele mudou seu nome para Hiroshi Yokoyama )
JÅ Ogura (Ele mudou seu nome para Jo Kamisaku )
Shinji Minato
Yasushi Watanabe
Tetsuo Nakamura
Kōichi Ihara

O crime:


Em 25 de novembro de 1988, quatro rapazes, incluindo Jō Kamisaku, então com 17 (Kamisaku mudou de nome depois de ser libertado da prisão), sequestram e mantiveram Furuta, uma aluna de segundo ano em Misato, província de Saitama, por 44 dias em cativeiro.

Eles a mantinham em cativeiro na casa de propriedade dopais de Kamisaku, localizado no distrito de Ayase Adachi, Tokyo.

Para evitar uma caçada, Furuta foi forçada a ligar para seus próprios pais e dizer que ela tinha fugido de casa, mas foi com "um amigo" e não estava em perigo. Ele também a fez posar como a namorada de um dos garotos, quando os pais dele estavam ao redor, mas quando ele teve certeza de que não chamariam a polícia, ele deixou cair o pretexto. Os pais do rapaz perceberam que era mentira, mas nada podiam fazer já que um dos raptores, membro da máfia Yakuza, ameaçou usar suas conexões contra seus familiares.

Furuta tentou fugir várias vezes, pedindo ajuda aos pais do rapaz, mas eles não fizeram nada, aparentemente com medo de que a Yokoyama iria prejudicá-los.

Yokoyama era um líder da yakuza de baixo nível e temiam-no, pois ele alardeou que poderia usar suas conexões para matar qualquer um que interferisse.

De acordo com as suas declarações no julgamento, os quatro deles a estupraram, espancaram com varas de metal e tacos de golfe, introduziram objetos estranhos, incluindo uma lâmpada em sua vagina, fizeram ela comer baratas, beber sua própria urina, inseriram fogos de artifício em seu ânus, forçaram-na a se masturbar, cortaram-lhe o mamilo com um alicate, queimaram-na com cigarros e isqueiros etc. Um dos ataques com queimaduras foi uma punição por tentar chamar a polícia.

Eles também relataram que "possivelmente uma centena de pessoas diferentes" sabia que Furuta estava presa ali, mas não está claro se isso significa que visitaram a casa em diferentes momentos, enquanto ela estava presa lá, ou sequer estupraram ou abusaram dela.

Quando os meninos se recusaram a deixá-la ir embora, ela pediu-los em várias ocasiões para "matar (ela) e acabar com isso".
Em 4 de janeiro de 1989, os quatro a espancaram com uma barra de ferro, derramaram fluido de isqueiro nas pernas, braços, rosto e no estômago, e colocaram fogo. Ela morreu mais tarde naquele dia do choque das queimaduras. Os quatro rapazes alegaram que não tinham conhecimento de que ela estava gravemente ferida, e que acreditavam que tinha sido fingimento.
Em 5 de janeiro, os assassinos esconderam o cadáver em um tambor de 55 galões cheios de cimento, desfazendo-se dele em Koto, Tóquio.

De acordo com as declarações no julgamento, Furuta foi estuprada (mais de 400 vezes) e espancada diversas vezes.


1º dia: Junko é seqüestrada e mantida em cativeiro. É obrigada a mostrar-se como namorada de um dos rapazes e forçada a ligar para seus pais dizendo que fugiu de casa.
Mais tarde, é estuprada, obrigada a comer baratas, beber a própria urina, a se despir na frente de outros, a se masturbar e por fim é queimada com isqueiros e tem objetos inseridos na vagina/ânus.

11º dia: É espancada inúmeras vezes, tem sua face empurrada contra o concreto, as mãos amarradas ao teto e o corpo utilizado como um saco de pancadas. Seu nariz sangrava tanto que Junko só podia respirar pela boca. Halteres (pesos) foram jogados contra seu estômago, vomitou quando tentou beber água (pois seu estômago não conseguia aceitá-la), tentou fugir e foi punida com queimaduras de cigarro nos braços. Um líquido inflamável foi derramado em seus pés e pernas, queimando-os, e garrafas foram inserida em seu ânus, causando ferimentos.


20º dia: Não conseguia andar direito devido às queimaduras graves nas pernas. Fogos de artifício foram introduzidos no ânus e acesos, suas mãos foram esmagadas por pesos e as unhas se racharam. Não bastante, foi espancada com tacos de golfe, varas de bambu, barras de ferro e teve cigarros e espetos de grelhar frango inseridos na vagina e no ânus, causando hemorragias. Ao final do dia foi forçada a dormir na varanda, no frio.

30º dia: Teve cera quente espirrada no rosto, pálpebras queimadas por isqueiros e agulhas transpassadas nos seios. Foi obrigada a arrancar o mamilo com um alicate, lâmpada quente e tesoura foram inseridas na vagina, causando hemorragia grave. Ao final da tortura diária, era incapaz de urinar adequadamente e seus ferimentos eram tão graves que demorou mais de uma hora para rastejar pelas escadas até o banheiro. Seus tímpanos ficaram seriamente danificados e houve uma extrema redução no tamanho do cérebro dela.

40º dia: Implorou aos torturadores que a matassem e acabassem logo com "aquilo".

01/01/1989: Junko passa a virada do Ano Novo sozinha e com o corpo mutilado. Não conseguia mais se mover.

44º dia: Tem o corpo mutilado com uma barra de ferro pelos quatro rapazes, que usam um jogo de Mah-Jong como pretexto. Sangrou pela boca e nariz e queimaram seu rosto e olhos com uma vela. Por fim, jogaram fluído de isqueiro em suas pernas; braços, rosto e estômago, e depois atearam fogo. A tortura final durou duas horas.

Quando a mãe de Junko ouviu a notícia e os detalhes do que tinha acontecido à sua filha, ela desmaiou e teve de se submeter a um tratamento psiquiátrico ambulatorial.


Prisão e punição:

Os rapazes foram presos e julgados como adultos, mas por causa da manipulação japonesa de crimes cometidos por menores, suas identidades foram ocultados pelo tribunal. No entanto, uma revista semanal Shukan Bunshun relatou seus nomes reais, alegando que "OS DIREITOS HUMANOS NÃO SÃO NECESSÁRIOS PARA OS ANIMAIS."

Kamisaku foi julgado como um sub líder, pelo menos de acordo com o julgamento oficial.

Os quatro rapazes se declararam culpados (para tentar reduzir a pena) de "cometer lesões corporais que resultaram em morte", ao invés de assassinato. Os pais de um dos meninos venderam a casa por aproximadamente 50 milhões de ienes e deram à família de Furuta.

Por sua participação no crime, Kamisaku cumpriu oito anos em uma prisão juvenil antes que ele fosse solto, em agosto de 1999. Em julho de 2004, ele foi preso por agredir um conhecido, a quem ele acreditava ser atrair por uma namorada de longe que ele tinha, e alegadamente se gabava de sua infâmia anterior. Kamisaku foi condenado a sete anos de prisão pelo espancamento.
Os pais de Junko estavam consternados com as frases recebidas por assassinos de sua filha, e ordenaram um processo civil contra os pais do menino em cuja casa os crimes foram cometidos.

Quando algumas das convicções foram derrubadas com base em evidências físicas problemáticas (o cabelo pubic sêmen recuperado no corpo não correspondem aos dos rapazes que foram presos), o advogado que lidou com o processo civil decidiu que não havia caso a ser feito e recusou-se a representá-los.

Em Julho de 1990 um tribunal inferior sentenciou o líder a 17 anos de prisão. O tribunal condenou um cúmplice para um mandato de quatro anos para seis, um cúmplice para um mandato de três anos a quatro, e um outro cúmplice de um mandato de tempo indeterminado.

O líder e os dois primeiros dos três apelaram suas decisões. O tribunal superior deu mais severas penas para os três.

O juiz, Ryuji Yanase, disse que o tribunal fez isso por causa da natureza do crime, o efeito sobre a família da vítima, e os efeitos do crime sobre a sociedade. O líder recebeu uma sentença de 20 anos, a segunda sentença mais alta possível após a prisão perpétua.

Dos dois cúmplices, o que originalmente teve quatro a seis anos recebeu um mandato de cinco anos para nove. O outro cúmplice teve a sentença atualizada para um mandato de 5 para 7.


(Devido a muitas reclamações sobre como coloquei essa parte, resolvi mudar um pouquinho e espero que agora esteja melhor e menos ofensivo para quem interpretou errado) Um pouco mais sobre a história:

NADA dá o direito às pessoas de tirar a vida de outras!!! A não ser que essas outras sejam monstros como os "rapazes" que fizeram isso com a Junko são. Sou a favor da pena de morte pra monstros como eles.
Antes de falar sobre a "conduta" dela, repito: NADA JUSTIFICA o que ocorreu com ela!

Junko era aluna de uma escola de má reputação, repleta de delinqüentes. Perdia constantemente suas aulas por nenhum motivo importante e saía com muitos rapazes diferentes. Seus pais e professores, já cansados de sua má conduta, não tinham mais vontade de orientá-la.


Por ter o costume de passar noites fora sem avisar ninguém, o mandado de busca só foi pedido por seus pais na segunda à noite, e testemunhas oculares a viram entrar em um táxi junto a um dos rapazes que a violentou indo em direção de um Motel naquela noite.


O rapaz não portava nenhum tipo de arma que pudesse ser usada para ameaçá-la no momento e se ela quisesse, poderia ter fugido.

Acima de tudo, sua reputação era péssima e muitos disseram que a garota tinha hábitos suspeitos, além de costumar se dar com membros da Yakuza.

”Sua história é contada como uma espécie de "fábula" para crianças travessas, pois a lição que traz é de grande importância. Toda ação traz uma conseqüência, e não pensar nela pode ser o fim para jovens cheio de sonhos e expectativas.”


Eu não concordo com o método de assustar crianças contando histórias de bixo papão e homem do saco, mas nos dias de hoje é de se entender. Eles estão por toda parte, é muito perigoso deixar crianças nas ruas, não se vê mais crianças brincando sem supervisão. Enfim ...
Não podemos dizer que foi por que ela não tinha uma conduta "moralista ou comportada" que aconteceu isso com ela.
No Caso da Sylvia Likens ela era comportada, não se dava com pessoas da máfia ou de qualquer tipo de delinqüência, não era desobediente nem saia por ai com homens e homens. Continuo achando o caso da Sylvia o pior de todos, foi praticado por crianças, não só por adolescentes e não tem explicação ou motivo nenhum.

Fonte: http://pasdemasque.blogspot.com.br/2011/10/historia-de-horror-de-junko-furuta-o.html

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Contos

O sobrado da rua Herbert Ackerman 

Part 2


 Resolvi me aproximar vagarosamente para ver se havia alguem morando na casa, quando cheguei no terreno do sobrado senti meu corpo tremer mas não era friu, era uma sensação estranha, inexplicavel então toquei a campainha e em silencia aos poucos ouvi passos que vinham de dentro da casa e derrepente a porta se abriu e um senhor de idade aproximada á 83 anos pela aparencia, me atende em silencio, apenas com um olhar seco e a cara fechada ele olha diretamente nos meus olhos e fala:

- Diga!

- Olá, senhor. Eu estava passando pela rua e acabei me perdendo e não  consigo falar com os meus pais, o senhor poderia me emprestar o seu telefone?

 O senhor sorrio de canto e abriu um pouco mais a porta parecendo me convidar para entrar, devido a escuridão do lado de fora entrei em sua casa. Enquanto eu entrava senti algo passar aos meus pés, algo macio. Andando vagarosamente e olhando fixamente para o telefone da sala, quando eu ia falar ele quebra o silencio do momento com o barulho da porta se fechando calmamente e rangindo o trinque que ja estava enferrujado.

 - O que você fazia do outro lado da rua olhando para a minha casa? Disse o senhor com um tom de severidade mas ao mesmo tempo irônico.

- Não estava fazendo nada senhor, algo me chamava atenção na sua casa.

- E onde está o seu cachorro? Disse o velho enquanto se direcionava a cozinha lentamente e curvado, cada passo seu ecoava pela casa. Parecia que o chão da casa que era de madeira estava oco e tomado por cupins e os chinelos do velho tambem eram de madeira o que fazia o barulho parecer marteladas mas tambem se arrastava junto ao chão.

- Ele correu por causa de um barulho que parecia vir da sua casa, senhor.

 No momento em que terminei de falar o soltou uma risada, e em seguida pude ouvi-lo pegando uma xicara me aproximei da porta da cozinha e vi o velho senhor servindo uma xicara de café. Ele percebendo minha aproximação virou o rosto em direção a mim e disse:

- Gosta de café, menino?

- Claro.

 Enquanto ele servia uma xicara de café para nós ele sussurrava coisas sem sentido ou pelo menos eu não pudia ouvi-las. O velho então após ter preparado o café para nós pegou as duas xicaras e veio vagarosamente, quase se arrastantona minha direção, ele andava como se sentisse dor em uma das pernas e suas mãos tremiam muito, fazendo um pouco do café ser derramado no chão. Fui na direção do velho senhor para ajuda-lo e chegando perto dele ele estendeu o braço alcançando a mim a xicara de café, peguei a xicara e fui seguindo o senhor até a sala onde ele se sentou em uma poltrona de canto, e disse:

- Sente-se, meu jovem.

 Me sentei no sofá que ficava em frente ao velho e ele me olhou e mexeu a cabeça, dando a entender que era para eu tomar o café. Segurei a xicara com as duas mãos e quando eu estava aproximando-a da minha boca pude ver que o café estava com uma cor estranha, parecia uma cor de vinho, era um tom avermelhado e havia sujeira na mesma, parecia que a xicara não havia sido lavada. Coloquei o café de lado olhei para o velho senhor e resolvi ir direto ao ponto.

- Senhor...

- Ackerman. Meu nome é Werner Ackerman.

-Oh sim senhor Ackerman. Eu queria agradecer-lo por ter me deixado entrar e....

- Eu não lhe convidei para entrar.

 Fico meio encabulado e sem geito e falo:

- É que o senhor abriu um ouco mais a porta, achei que era para eu entrar.

- Meu gato estava na rua.

 Nesse momento o gato sai da cozinha e vem em direção ao seu dono, era um gato cinza com preto andava suavimente pela sala que parecia estar levitando  mas em um passo em falço o gato pisa em uma certa madeira que range. O gato assustado corre para o colo de seu dono, e o velho senhor acaricia o animal cuidadosamente como se o animal fosse uma reliquia. Ainda sem geito tomo coragem e penso antes de dizer

- Me desculpe. Osenhor ainda assim poderia ligar para avisar os meus pais, para que venham me buscar?

- Posso. Mas você veio entrando na minha casa, não sei quem é você, não sei se é uma pessoa de bem ou se é mais um garoto que veio aprontar aqui.

- Senhor eu posso assegurar-lo que e...

- Eu ainda não terminei de falar. Me diga o seu nome menino.

- Para que o senhor quer saber?

- Garoto, sejamos razoaveis. Você quer o meu telefone e eu quero saber quem é você, não é algo tão invasivo quanto o que você fez entrando na minha casa.

- Meu nome é Nickolas White.

- Bom Nickolas meu telefone está com um probleminha, cortaram a linha.
 Me espantei com essas palavras. Ele me manteu ali sentado por esse tempo todo, por que não me disse logo. Me levanto apoiando nos joelhos e me espreguiço calmamente olho para o homem e falo:

-Bom, obrigado pelo café (o qual eu nem havia encostado os labios) mas ja são 22:04hs e eu devo ir agora.
 Estendo a mão para cumprimenta-lo e, o velho senhor se levanta de sua poltrona e vai diretamente a porta e a abre

- Se apresse ou não chegara em casa.

 Recolho a mão e a coloco no bolso aceno com a cabeça e saio da casa do velho. No momento em que passo pela porta para o lado de fora sinto uma sensação estranha como se eu estivesse tirando um enorme peso das minhas costas. Deço as pequenas escadas da entrada da casa sem olhar para traz e em seguida saio do terreno da casa olho para os lados e não percebo nenhum movimento olho para a casa novamente mas a porta está fechada. Começo a andar pelo acostamento pois ali não havia calçada, ando por alguns minutos e não vejo nenhuma casa até que um poste que estava sobre mim começa a piscar varias vezes, me assusto ao olhar para a luz, escuto então em um arbusto do outro lado da rua alguns ruidos estrnhos me assusto, meus olhos estavam esbugalhados de medo e  pavor meu corpo tremia gélido em meio a rua devastada pelos campos e o unico rastro de sivilização por ali era a estrada. Paro por alguns instantes e em meio o silencio escuto um barulho estridente que vinha do fim da rua em uma curva, sem saber o que fazer me atiro no chão em meio o capim alto por medo de ser alguma coisa me perseguindo. De olhos fechados ouço o barulho aumentar ainda mais como se estivesse muito proximo até qu ele para, abro os olhos e vejo que era uma caminhonete antiga e toda enferrujada e olhando melhor era o velho senhor, o qual eu havia feito uma "visitinha" a pouco ele olha para mim e fala

- É melhor você saiir da rua menino, não chegará em casa hoje se for a pé.
 Abro um leve sorriso e suspiro de alivio por saber que não era algo querendo me pegar, era  só o velho senhor me oferencendo uma carona, eu acho.

- O senhor está me oferecendo uma carona?

- Claro menino, entre no carro.

Sem pensar duas vezes entro no carro mas sem saber que ali eu traçaria o meu fim.

Contos

O sobrado da rua Herbert Ackerman



 Era mais um dia qualquer para mim. Eu estava na escola, mais pressisamente saindo de lá ao lado do meu cão companheiro, Luke. Estavamos indo para casa eu e Luke enquanto eu escutava: So Far away - Avengad Sevenfold nos meus fones de ouvido, mas em um momento da musica algum chiado começou a ecoar em meu cérebro baixinho e aumentava a cada segundo, até que não aguentei mais o barulho e arranquei bruscamente os fones do meu ouvido o barulho continuava mas agora eu podia sentir que não era coisa da minha cabeça e sim que o barulho era real, e vinha de uma casa no final do quarterão.

 Curioso me aproximei da casa lentamente e encarei a casa como se esperasse alguma reação, alguns instantes depois disso meu cachorro começou a andar de costas vagarosamente como se tentasse se afastar de algo, algo que o amedrontava pois ele latia ferozmente e estava com os pelos arrepiados como se estivesse pronto para atacar. Mas acho que ele não atacaria pois ele simplismente saiu correndo para longe de mim, ou da casa...

 Ja eram 18:45hs quando olhei para o relório logo após ver meu cachorro sair correndo, mas algo me prendia, fixava minha visão na casa, em especial em uma janela que ficava no segundo andar daquele sobrado de madeira acabado, caindo aos pedaços. Havia algo naquela janela, algo que eu não enchergava com claridade devia ser pelo fato de o sol ja estar se pondo e a penumbra se aproximava com o sessar do dia. Mas continuava a olhar até que por um instante parecia que eu havia visto um rosto de um homem encostado entre a jenela e a cortina da mesma. Derrepente o meu celular toca e eu me assusto pego ele e o olho, era uma chamada da minha mãe, eu ja devia imaginar que ela estaria a minha espera desde o fim da aula. Atendi então o telefone.

- Alô mãe.


- A onde você está? Dizia minha mãe com a voz um pouco alterada.

- Eu estou indo pra casa, eu estav...

 Quando sou interrompido pelo mesmo ruido que eu ouvira a um tempo atraz. Mas desta vez o ruido se transformava em palavras aleatórias e fora de contesto que me deixou assustado eu chamava pela minha mãe na linha mas ela parecia não me escutar. Eu apavorado desligo o telefone e descido voltar para a minha casa mas quando olho novamente para a janela do sobrado não vejo mais o homem que ali estava. Viro as costas e pego o caminho da minha casa, ou pelo menos pego o caminho que acho ser o da minha casa. Andando alguns minutos percebo que não há mais casas por ali, a penumbra havia tomado conta das ruas que era iluminadas levemente por postes ja em mal estado, olho em volta e em seguida para o meu relógio, ja são 20:12hs e com cara de espanto penso que não havia percebido o tempo passar tão rapidamente.

Pego meu celular rapidamente com um plano em mente, ligar para casa e pedir que meu pai venha me buscar,mas o celular está sem sinal e eu não tenho nenhum ponto de referencia, não sei nem ao menos em que rua me encontro até avistar uma placa que dizia o nome da rua, era a rua Herbert Ackerman. Olhei mais a frente e vi novamente o sobrado o qual havia me afastado, fiquei confuso pois o sobrado devia estar do lado contrario ao que ele se encontrava no momento. Resolvi me aproximar vagarosamente para ver se havia alguem morando na casa, quando cheguei no terreno do sobrado senti meu corpo tremer mas não era friu, era uma sensação estranha, inexplicavel então toquei a campainha e em silencia aos poucos ouvi passos que vinham de dentro da casa e derrepente a porta se abriu e um senhor de idade aproximada á 83 anos pela aparencia, me atende em silencio, apenas com um olhar seco e a cara fechada ele olha diretamente nos meus olhos e fala:
(Continua...)